| O Casamento de Rachel (Drama) |
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| Artigos por Temas - Cinema | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Dom, 01 de Março de 2009 14:58 | |||
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Rachel, doidona de drogas cai de uma ponte com seu irmãozinho menor e ele morre. Sua irmã e sua mãe (já divorciada do seu pai) parecem não lhe perdoar por isto. Ela mesma não se perdoa. Podem todos perdoá-la, até mesmo Deus, segundo suas palavras, mas ela não se perdoará jamais. Durante os preparativos da cerimônia e da festa, nota-se que há um empurra empurra de culpas. A mãe é culpada por ter lhe encarregado de tomar conta de uma criança, quando sabia que ela estava totalmente drogada, mas, culpa Rachel pela morte do irmão. A irmã mais velha a culpa por ter sido sempre o centro das atenções, ela culpa a irmã por ter sido sempre a perfeita da família. E, Rachel por sua vez, para escapar da culpa da morte do irmão ou por suas drogas, em um dos centros de reabilitação conta uma história culpando um inexistente tio pedófilo por abuso, e do porquê de suas revoltas. Um filme rodado com certas cenas monótonas, que nos deixam tontos de ver o jogo da câmera, mas que nos mostra a realidade de tantas famílias que têm em seu bojo filhos disfuncionais. Na verdade, a família é disfuncional e somente um absorve e mostra sua disfuncionalidade. A mãe, impassiva não consegue alcançar o coração da filha, a irmã tentando desesperadamente ser feliz ao casar, se ressente da irmã vir para seu casamento e seu pai dar mais atenção a ela do que ao seu dia especial. Uma realidade em famílias com filhos problemáticos. Eles passam a ser o centro das atenções, e os que não proporcionam desgastes maiores permanecem esquecidos e com vontade de não serem tão bonzinhos assim. Quantas famílias personificam este drama. Quantos filhos favoritos obscurecem os filhos esquecidos, que por sua vez ao saber que não conseguem ser tão perfeitos quanto seu irmão, só conseguem atenção caminhando para o lado oposto. Que os pais consigam entender e amar seus filhos com suas diferentes personalidades e maneira de ser. Que os filhos consigam ser eles mesmos e amar seus pais com seus defeitos e limitações. Afinal de contas, nenhum de nós fez escola de pais, e nenhum de nós fez escola de filhos. Somos o melhor que conseguimos ser, e isso deveria bastar!
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