| Angel (drama) |
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| Artigos por Temas - Cinema | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Dom, 01 de Março de 2009 16:56 | |||
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Consegue tornar-se uma escritora famosa. Mulher decidida, arrogante, sempre vai atrás do que quer, e geralmente alcança. Acaba comprando Paradise. Apaixona-se por um pintor obscuro, com quem se casa, porém, a vida lhe reserva adversidades. Seu marido parte para a guerra, arranja uma amante e acaba se suicidando, triste porque sua amante tem um filho com ele, mas casa com outro. Somente anos depois Angel, desconsolada com a perda do seu marido, descobre a carta dele para sua amante em um dos seus livros prediletos. Enlouquecida, quebrada pela vida, morre provavelmente de pneumonia...no fim, o seu publicador pergunta à sua secretária por que ela não escreve um tributo à Angel, sobre a vida dela, ao que a secretária replica: "Qual vida? a que ela levou ou a que ela sonhou?" Esta frase me marcou. A vida da Angel foi marcada por sonhar em amar e ser amada. Nunca foi amada na infância por causa dos seus devaneios que colocava em seus escritos. A guerra fez com que seus livros fossem abandonados. Na amargura da vida, quem quer saber de floreios e romantismo? Li recentemente na revista Mente e Cérebro que em pesquisas científicas comprovou-se que os relacionamentos se tornam desastrosos quando baseados em romances de amor. Casais que liam muitos romances, na vida real tiveram seus lares destruídos porque suas expectativas românticas não se cumpriram ao longo da vida a dois. Casais que não leram muito romance, conseguiram continuar juntos porque estavam habituados à dureza da vida e sua objetividade. Não se deve esperar romantismo duradouro, nem paixão, nem amor....estes se vão com o tempo. Amor romântico nasceu de um mito, tornou-se uma utopia, algo desejado por quase todos, e é também uma construção social. Livros de romances, novelas, filmes, tudo contribuiu para que se tivesse uma busca idealizada pelo par perfeito, pelo D. Juan, ou melhor, o príncipe encantado montado em um cavalo branco que resgataria a dama prisioneira de uma bruxa. Sim, somos todos prisioneiros da bruxa da procura, a busca em amar e ser amado. Que tal buscarmos simplesmente viver? Venha o que vier, vale a pena simplesmente viver. Amar? Ser amado? Pode ser somente um complemento a mais, porém, sem idealismos construtos de um século passado que não volta mais. Angel retrata este processo: uma mulher que idealiza uma vida perfeita com um amor perfeito, e que morre ao descobrir que isto não seria possível de se concretizar.
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