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Noites de Tormenta (Drama) PDF Imprimir E-mail
Artigos por Temas - Cinema
Escrito por Silvia Geruza   
Sex, 08 de Maio de 2009 10:49
noitesdetormenta
Filme estrelado por Richard Gere e Diane Lane.

Drama romântico onde um casal, ambos com problemas existenciais, recém- separados se vêm obrigados a ficar sozinhos num fim de semana em um hotel à beira da praia por causa de uma tempestade. Ele, médico, perdera uma paciente numa cirurgia que o atormentava. Ela, do lar, fora traída pelo marido que a abandonara por sete meses e agora deseja retornar. Os dois se apaixonam e ela decide não voltar para o marido quando volta para sua casa. Ele decide fazer as pazes com seu filho também médico, que agora morava numa cidade da América Latina.

Os dois se correspondem, e vão ficar juntos. Porém, uma catástrofe acontece e eles não conseguem ficar juntos. Este filme me remonta a outro chamado Pecados Íntimos, quando um homem e uma mulher infelizes em seus casamentos se apaixonam e decidem se separar para construir uma nova vida juntos, porém, como sempre, a hipocrisia americana se revela nos dois filmes de Hollywood, e eles não conseguem. Claro que os casais jamais poderiam ter um final feliz porque destruiriam mais um dos mitos americanos de que não pode haver felicidade após o divórcio, (embora seja um país onde a taxa de divórcio é rampante), nem que o homem e a mulher podem ter uma segunda chance de tentar se não serem felizes, mas pelo menos de tentar viver com um pouco mais de paz do que no primeiro casamento.

Nâo quero aqui advogar o divórcio, nem a separação, mas a hipocrisia frequentemente apregoada implicitamente através de filmes hollywoodianos.
Quem já viu algum filme onde o padre deixa a batina para se casar? Ele se apaixona, sofre, mas sempre decide pela religião, vejam Pássaros Feridos, Em nome de Deus. Quem já viu algum filme onde dois apaixonados conseguem se desvincular de casamentos anteriores e se unem e são felizes? Vejam Nos Tempos da Inocência. Todos carregados de lições repressoras e hipócritas.

Não, não sou a favor de separações, mas também não sou a favor de viver uma vida infeliz, solitária a dois, por medo de enfrentar novos horizontes ou viver um novo amor maduramente. CREIO QUE DEVEMOS TENTAR TUDO ANTES DE CHEGAR À CONCLUSÃO DE QUE NOSSO CASAMENTO É UM INFERNO NA TERRA.

Tenho uma teoria: quando casamos muito jovens temos expectativas idealizadas, e estas desmoronam com o tempo. Tenho a leve impressão que deveríamos casar um pouco mais tarde, quando realmente sabemos o que queremos ou quando não mais nos deixamos levar por paixões torrenciais e conhecemos pelo menos um pouco um ao outro, e não queremos impor ao outro nossa cultura, nossos costumes, nossos desejos.

Creio que seríamos bem mais alegres, porque felicidade são momentos alegres somente que vem e vão. Creio que seríamos bem mais verdadeiros e viveríamos bem mais em paz.

 

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