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Cinema
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Escrito por Silvia Geruza
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Qua, 13 de Janeiro de 2010 07:50 |
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Filme japonês, cujo anúncio prenuncia: todo fim é uma oportunidade de recomeçar.
Jovem recém-casado recebe a notícia que a orquestra onde tocava violoncelo, seu sonho de infância, fora dissolvida. Resolve vender seu instrumento musical e mudar para sua cidade natal onde havia uma casa que sua velha mãe havia lhe deixado. Ao ser abandonada pelo marido, por uma garçonete, abrira um café para sustentar seu filho de seis anos e a si mesma.
Ao chegar na sua cidade natal, o único emprego que encontrou foi de acondicionar mortos, um ritual japonês de preparação do morto na presença da família para depois enterrá-lo. No início esta profissão lhe pareceu absurda a ponto de esconder de sua esposa. Contudo, com o passar do tempo, após verificar, juntamente com seu patrão a dignidade de preparar alguém para seu último adeus aos familiares, o jovem começou a encarar sua profissão como uma oportunidade de dar ao morto uma oportunidade de se apresentar belo e puro diante dos seus amados que lhes pranteavam. Ao longo do filme frases e atitudes de familiares diante do morto nos fazem pensar sobre a vida, sobre nosso relacionamento com nossos próprios familiares, com a possibilidade da morte e com o tempo que nos resta.
Alguns valores e ensinamentos profundos podem ser retirados deste filme:
Valorizar os pais enquanto vivos. Amar aqueles que nos apreciam, enquanto é tempo, outro ensino. Lidar com a morte com naturalidade e principalmente com respeito. Amar enquanto é tempo, pois os mortos não conseguem ouvir nossas palavras. Não tomarmos atitudes das quais podemos nos arrepender tarde demais. Perdão. Muitas vezes julgamos nossos pais porque não conseguimos entender suas dores, os porquês de suas atitudes e comportamentos, e o perdão pode vir tarde demais.
Não contarei o fim para que você aprecie este lindo filme por si mesmo. Vale a pena conferir.
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