| A Lista de Schindler |
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| Artigos por Temas - Cinema | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Sex, 19 de Março de 2010 21:07 | |||
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Filme de Steven Spielberg, narra a história de um alemão, do partido nazista, Oskar Schindler, na sua luta de salvar judeus em sua fábrica de panelas, tendo como trabalhadores judeus, que fora dela seriam enviados para o campo de Auschwitz, onde seriam exterminados em crematórios e câmaras de gás. Para minorar a dor dos que veriam o filme, ele o filmou em preto e branco.Contudo, para aqueles que são sensíveis à dor alheia, não fez muita diferença o colorido, a dor era a mesma. Ver pessoas dignas, honradas, de fé, repentinamente serem retiradas de seus lares, seus negócios, e serem obrigadas a usar uma estrela, para que todos vissem sua raça, como se fosse uma desonra ser o que eram, fazendo-os ter vergonha de sua própria identidade. Ver famílias inteiras ser separadas e tratadas como animais, arrancadas não somente do conforto dos seus lares, mas de sua dignidade, e até mesmo, seis milhões deles, de suas próprias vidas...sim, mesmo que seja em preto e branco, a dor e o coração voam até aqueles, que mesmo que não estejam mais vivos, tanto sofreram pela irracionalidade e maldade de um líder político.
Oskar Schindler comprou generais, para salvar pelo menos 1100 vidas da morte. Ao fim da guerra ele olha para seu carro e para uma medalha de ouro que leva no peito e lamenta soluçando: "este carro, eu poderia ter salvo pelo menos dez pessoas com este carro. Esta medalha, pelo menos duas, ou mais uma, e eu não fiz isto."
De repente, o choro de Schindler confunde-se com o meu. Impossível terminar de ver este filme grandioso e observar a vida deste homem e não se sentir pequeno. Impossível não ser impactado pelo gesto deste homem em se desfazer de seus bens para honrar a dignidade de um povo, e ir contra a ordem que poderia ser natural dos eventos: a morte de muitos judeus. Ao ver seu exemplo, lembro de tantas pessoas que poderiam investir seus bens em uma causa nobre, e não conseguem, porque o dinheiro lhes é muito precioso. Apegam-se ao que tem como se fossem eternos. Lembro-me de uma frase de Sêneca que diz: "Somos mortais, mas vivemos como se fôssemos imortais."
Schindler deixou o suave rastro de amor e compaixão, no qual gerações podem se inspirar e dizer: eis aí um homem cujo exemplo vale a pena seguir. E você, que rastro deixará para as gerações vindouras?
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