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A Despedida PDF Imprimir E-mail
Artigos por Temas - Diversos
Escrito por Silvia Geruza   
Ter, 04 de Novembro de 2008 08:27


Talvez uma  das coisas mais difíceis de se fazer seja a terapia do luto,

quando alguém deve dizer adeus a um ente querido que já se foi...

Falar dos seus sonhos irrealizados, planejados com alguém que não conseguiu

concretizar.

Falar da importância desse alguém para seu crescimento, mas infelizmente

você terá que continuar crescendo a despeito da ausência do outro; tudo se

torna tão mais difícil, principalmente quando esse outro lhe incentivava,

estimulava e oferecia alternativas para os problemas e soluções.

Dizer adeus a quem amamos e admiramos talvez seja uma das coisas mais

difíceis, senão a mais difícil de fazer. Como viver sem o cheiro tão

familiar...

Como viver sem as risadas, sem os planejamentos, sem as broncas, sem os

conselhos...

Como lidar com a memória dos bons momentos; dos passeios, das loucuras ditas

nas horas em que jogar conversa fora era tudo que importava....

Como viver sem as confidências, sem a parceria, a cumplicidade de momentos

vividos com intensidade.

Adeus = fim, término.

Despedida = ato de despedir ou despedir-se; fim; conclusão; termo.

Como findar algo que significava alegria, apoio, suporte, abrigo nos

momentos tristes.

Como pôr um termo a um relacionamento que significava troca?

Como concluir um período da vida com um outro que lhe dava idéia de

complementaridade e compleição?

Como despedir-se e não se partir?

Não sei. Não me perguntem. Só sei que se torna necessário tocar a vida

adiante. O que podemos fazer é torcer para não termos que dizer tantos

adeuses nessa jornada da vida tão regada por lágrimas de tantos que tiveram

que se despedir, findar, concluir um período da vida de relacionamento com

uma pessoa que lhe era tão querida, tão importante, tão significativa.

Não gosto de adeuses, nem de até logos, nem de "good byes", nem de

conclusões. De qualquer maneira que ocorram, sempre será doloroso. Creio que

é por isso que os filmes e os livros modernos não concluem e nem fecham o

"the end" em seus roteiros. Eles permitem seus leitores e público escolherem

o fim que melhor lhes convier na sua imaginação.