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As Consequências das Drogas Sobre as Familias PDF Imprimir E-mail
Artigos por Temas - Familia
Escrito por Silvia Geruza   
Sex, 03 de Outubro de 2008 13:24

AS CONSEQUÊNCIAS DAS DROGAS SOBRE AS FAMÍLIAS

 

Quantos são os casos de vício que terminam em um “final feliz”? Não foram encontrados dados estatísticos sobre o final de tantas estórias de tantas famílias que viveram os problemas conseqüentes ao vício, quer seja do cigarro, do álcool, da maconha ou  da cocaína.

 

De maneira geral, o uso de drogas, além de causar danos ao organismo - alguns deles irreversíveis -, prejudica o relacionamento com as pessoas e afetam o desempenho escolar e o rendimento no trabalho.

 

“Quando o consumo ganha as ruas das cidades, ele traz o crime, a violência e a corrupção e pode minar o tecido social. Essa é a principal ameaça à sociedade brasileira.” (Rand Beers - Secretário antidrogas americano - Veja 07/06/00)

 

Pessoas famosas ou anônimas, pobres ou ricas, homem ou mulher, mas sobretudo os jovens em formação podem tornar-se dependentes das drogas. Quando descobertos por aqueles que os amam, o sentimento é de traição, surpresa, mágoa, decepção, raiva, vergonha e o sentimento, sobretudo  pôr parte dos pais “onde foi que eu errei? Geralmente assim começa o drama  que irá se desenrolar na vida  de tantos pais e filhos.

 

 O Ministério da Saúde adverte: “A criança que observa adultos fumando, aprende a fumar”. Conhecemos pais que fumam e que querem proibir seus filhos de fumar. Pergunta-se: Que moral tem um pai ou uma mãe fumante para exigir que seus jovens filhos não venham fumar. São hipocrisia e fraqueza juntas.

 

No caso do cigarro a conseqüência pior para a família, além da herança de criar mais adeptos ao vício, são as doenças por ele causadas e como resultado a redução da expectativa de vida. Tantas são as doenças ligadas ao cigarro, e quantas são as mortes? Morrem no Brasil 80 mil pessoas por ano. Mortes estas causadas por cigarro (Fonte: IBGE e Instituto Nacional do Câncer - Folha de S. Paulo 23/07/00).  Só é possível imaginar os reflexos de todas essas perdas humanas. Desses 80 mil, quantas  crianças por ano, não ficarão  órfãs de pai ou mãe?.

 

Em nosso país, sobretudo nas camadas mais pobres da população, talvez o vício do álcool seja muito mais grave tire muito mais vidas do que se possa imaginar. O alcoolismo destrói famílias, separa casais. Os efeitos irreversíveis que podem ocorrer no cérebro dos bebedores inveterados faz com que estes percam seus empregos e se transformem aos poucos em farrapos humanos. E a exemplo do cigarro, filhos de pais alcoólatras têm maior probabilidade de se tornarem alcoólatras.

 

“Calcula-se que a cocaína ou o crack estejam por trás de 60% dos assassinatos. Traduzindo: as taxas referentes a latrocínio, quando se mata para roubar, formam um pequeno universo de 5% a 6% dos casos de assassinato” (Revista Veja 07/06/00)