| Mulher: Cidadã de Segunda Classe? |
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| Artigos por Temas - Mulheres | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Sex, 03 de Outubro de 2008 15:43 | |||
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Embora a mulher tenha aos poucos conquistado algum espaço no mercado de trabalho, na igreja ela ainda encontra muita resistência em atuar em qualquer área que queira ou creia ser o seu chamado. Os tradicionais postulam que somente os homens podem assumir funções de direção por serem os únicos a deter a educação, a autoridade e a mobilidade. A mulher constitui uma parte inferior de uma sociedade de onde o homem é o dono de todo o conjunto. Culver (1996:35) utilizando 1 Co. 11:9 estabelece a autoridade do homem em relacionamentos litúrgicos públicos, outros departamentos da sociedade e, portanto, também nos meios religiosos. Segundo este autor, em Gn 2:9 a mulher foi feita para o homem, que por sua vez deve reconhecer essa autoridade e dar-lhe apoio de todas as maneiras cristãs. O papel do homem, segundo esta tradição, também é ser autoridade no seu lar, enquanto as mulheres devem se conformar em cuidar dele. Anne Carr (1977) afirma a existência de duas tradições na história cristã que colocam o homem como superior enquanto classe, ativo, dominador, e afirma a inferioridade natural da mulher e sua situação de criança ou de propriedade do homem, deixando os ministérios públicos para os homens. Em resumo, no meio religioso, a imagem do homem é de ativo, levado sempre pela razão e pelo ato de vontade, em oposição às características de passividade da mulher, mais levada pela intuição e emoção. O campo da mulher mantém-se delimitado pelo homem, proprietário de todo o seu conjunto. As noções sobre o casamento e educação de filhos, ensino, negócios, direito e ciência formam um discurso ideológico que caracteriza a mulher como “a outra”, a companheira, o apoio e a subordinada do homem. A mulher por sua vez, em sua maioria, passivamente aceita a manipulação da ideologia dominante permitindo sua exclusão dos processos de liderança na igreja. Ela precisa se conscientizar do fato de que possui a mesma essência do homem para lutar para ser autora da sua própria história, repensando seu papel como indivíduo na humanidade em todas as esferas da vida, principalmente no meio religioso.
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