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Eu, castelã de tristeza e ao vento PDF Imprimir E-mail
Artigos por Temas - Poemas
Sex, 21 de Agosto de 2009 16:31

Florbela Espanca

Ao vento
O vento passa a rir, torna a passar,
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh`alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!

Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!...

Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!...Ó vento, chora!

Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir pela vida fora!!...