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Amor Espontâneo PDF Imprimir E-mail
Programas - Rádio Musical FM
Escrito por Silvia Geruza   
Sáb, 24 de Janeiro de 2009 16:57
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Por força da profissão escuto muitas palestras sobre casamento, relacionamento e seus afins.
Algumas frases que ouço não concordo. Por exemplo: "o casamento é um banco de contabilidade. Você precisa depositar para depois retirar".

Bom, se o relacionamento é um banco. Em todo banco que se preza há a carteira de cobrança. Você já ouviu falar de um amor que sobrevive à base de cobranças? Quando se tem que pedir um beijo, cobrar um abraço e exigir carinho, não se está mais falando de amor. O amor dar e recebe espontaneamente. Como transar só porque cobrou e se sentir amada e desejada?


Quando se cobra alguma coisa do outro a obrigatoriedade entra pela porta da frente e vai mansamente expulsando o amor. Cobrar afeto é ruim para quem se obriga a dar e para quem pede - torna-se algo mecânico,aprisiona o outro da necessidade de satisfazer as expectativas do outro sem que seja pelo prazer de dar a quem se ama. Sim, quando se ama o prazer do outro torna-se seu prazer. A alegria do outro torna-se sua alegria. Quem ama escolhe sempre o melhor para o objeto amado, seja ficar ou ir.

Amor eros, philia, ágape não pode ser confundido pelo amor caritas. O amor entre um casal não pode ser por caridade nem por egoísmo, mas pelo desejo de estar juntos, compartilhar sonhos, desejos, dores, alegrias. O amor nasce espontaneamente através de uma admiração, transformado de uma paixão, vem sem sabermos de onde, nem quando.  Ele simplesmente vem!

O amor é difícil de encontrar, mas quando se encontra, ah, não precisa cobrar!

Silvia Geruza