| O Caminho da Alegria |
|
|
|
| Artigos por Temas - Psicologia | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Ter, 07 de Outubro de 2008 09:34 | |||
|
Gosto de correr com um lema, devagar e sempre, para observar a natureza, onde quer que eu corra. Gosto de ouvir os pássaros cantando, sentir o cheiro das flores, observar outros corredores e suas passadas rápidas ou lentas, alguns conversando, outros suando muito mal conseguindo falar. Se corro na orla então, quero que a avenida não chegue ao fim para curtir a beleza do mar azul, verde, cinza, seja qual for sua cor. Enfim, corro vendo o movimento e a beleza da vida. Comparo os amadores que correm uma maratona esbaforidos, como se fossem ganhar alguma coisa, com os seres humanos que passam a vida inteira em busca de um lugar onde habita a alegria. Rubem Alves, psicanalista famoso, campineiro, diz que escolhemos um caminho na vida esperando que ele nos conduza a um lugar de alegria pensando que ela se encontra no final do caminho, e assim distraídos caminhamos sem prestar atenção às coisas ao nosso redor. Freqüentemente não chegamos àquele lugar procurado porque a morte nos pega antes. E, os poucos que conseguem chegar ao lugar sonhado percebem desapontados que a alegria não mora lá. Caminharam sem entender que a alegria não se encontra ao final, e sim às margens do caminho. Nietzsche também se espantava ao ver os turistas subindo esbaforidos e suados os caminhos da montanha querendo chegar lá em cima. Apressados não conseguiam ver as belezas ao lado do caminho. Riobaldo já afirmava: "O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia." Que tal então começar a admirar a beleza e a alegria da vida ao longo do caminho que nos levará ao final?
|















