| Minha vida, meu céu, meu Deus |
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| Artigos por Temas - Relacionamentos | |||
| Escrito por Silvia Geruza | |||
| Sex, 08 de Maio de 2009 10:17 | |||
Certo dia escutei uma música cuja letra me chamou a atenção: Te quiero, sabrás que te quiero. E uma frase me chamou a atenção: "Te quiero porque és my vida, my cielo e my Dios." E quedei-me refletindo sobre quão pesado deve ser para um homem receber tal declaração. Ela está colocando sobre ele a responsabilidade por sua vida, sua paz, sua transcendência e sua fé.
Supõe-se que Deus seja aquele que nos protege, abrigo seguro, fortaleza nas horas de fraqueza, que nos ama incondicionalmente e que nos leva a um lugar (céu) onde haverá paz. Para esta mulher, seu amado é aquele ser perfeito, que nunca a decepcionará. Esta letra de música retrata exatamente um dos grandes problemas nos relacionamentos: a esperança de que o outro seja responsável por sua felicidade. Impossível, porque somos seres humanos imperfeitos e falhos, e porque segundo Freud somos eternamente seres carentes, querentes e desejantes. Fico condoída de mulheres e homens que entregam a outro a responsabilidade por sua vida, sua paz e seu caminho rumo à transcendência. Ninguém jamais suprirá sua carência. Se você não entrar em um relacionamento inteiro ou inteira, não espere que o outro lhe faça feliz. Você precisa ser feliz com você mesmo e com suas realizações, com a maneira que você vê a vida e a enfrenta. Se o outro é feliz e vocês dois se encontram sem expectativas idealizadas um do outro, juntos então poderão construir uma caminhada feliz. Segundo Jung, o ser maduro é aquele que consegue enfrentar o mundo e sua adversidade com equilíbrio e leveza. Rubem Alves afirma que os olhos são pintores, eles pintam o mundo de fora com as cores que moram dentro deles. O olhar luminoso vê o mundo colorido, o olho de trevas vê mundo negro.
Seria tão mais fácil amar assim, não acham?
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