| A Escolha do Parceiro |
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| Artigos por Temas - Relacionamentos | |
| Escrito por Silvia Geruza | |
| Sex, 03 de Outubro de 2008 13:13 | |
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Todo ser humano necessita fazer escolhas e elas constituem nossa jornada na vida. Uma das mais difíceis e importantes escolhas é a do parceiro, porque envolve aspectos racionais e emocionais numa contínua interação. A escolha do parceiro também define a formação e estruturação de uma família e é onde se inicia todo o processo de conjunto de valores pessoais, familiares e sociais. Conflitos familiares podem advir dessa escolha. Duas vidas educadas diferentemente, valores diferentes, idéias talvez diferentes...maneiras diferentes de encarar a vida.... Quando um casal se une ele leva consigo sua formação da família de origem. Duas famílias diferentes tentando constituir um único núcleo familiar. As crenças, valores, idéias das duas famílias serão transpostas para essa união, e se o casal não tomar cuidado, até mesmo valores não apreciados pelos parceiros podem se infiltrar na sua nova família constituída.. Quando se escolhe um parceiro, os valores recebidos pela família de origem, necessidades, traumas, expectativas são fatores preponderantes. Nossa história pessoal nos leva à escolha dos parceiros, mesmo que inconscientemente e podemos repetir comportamentos, maneira de viver que vemos acontecer nos nossos lares atuais. Andolfi nos fala da “atenção seletiva” na escolha do parceiro, quando se atenta para elementos de interesse no aspecto ou comportamento de uma pessoa, mas a má notícias é que também ocorre a “desatenção seletiva”, onde não se quer ver elementos do caráter e comportamento do ser amado que poderiam abortar a relação Escolhemos com as nossas lentes, que envolvem nossas experiências passadas, nossas crenças, valores e muito mais, como a história construída no tempo por nossos antepassados pela maneira encontrada por eles para a resolução de conflitos, criação de alternativas e caminhos possíveis para a relação. Dificuldades vividas com um dos pais, ou com os dois, influenciarão na construção da identidade sexual da pessoa. Por exemplo: uma filha que achou que foi rejeitada pela mãe poderá sentir dificuldades em construir seu próprio papel de mulher.Daí a necessidade de lucidez na hora da escolha. Quando se casa somente com as emoções e o sentimento romântico em relação ao outro, cega-se para todas as conseqüências advindas dessa união. A razão também deve conduzir a escolha, sem esquecer, porém do amor, fator preponderante para um relacionamento bem sucedido e feliz.
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