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Escrito por Silvia Geruza   
Sex, 17 de Julho de 2009 19:59

mito-parte1

 

INTRODUÇÃO

Para falarmos sobre sexualidade, precisamos primeiro definir o que queremos dizer com a palavra sexualidade.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contato, ternura e às vezes amor.

O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo. Ela permeia todas as áreas do ser humano. Portanto, poderíamos estabelecer que a sexualidade é uma energia que permeia as áreas biopsicossociais do indivíduo, sendo influenciada por várias esferas, inclusive a religiosa.

SEXO - refere-se aos órgãos genitais, ou ao ato físico entre duas pessoas, quer seja para reproduzir ou ter prazer.

IMPORTÂNCIA

A sexualidade tem um indiscutível apelo sociológico (ABDO, 2001), evidenciando sua importância mental e social, quer de modo positivo como negativo. Embora a mídia tenha criado a indústria do orgasmo, invocando pareceres "médico-científicos, a idéia de que o prazer sexual é instrumento para se obter saúde, equilíbrio emocional e felicidade, a observação científica mostra o contrário: só as pessoas saudáveis, emocionalmente equilibradas conseguem, de fato, a plenitude da satisfação sexual.

Na verdade, a sexualidade é indissociável da estrutura mental do sujeito (FOUCAULT, 1985). Ela é exercida, principalmente no campo do desejo, da fantasia, da ficção e do mito. Ela é o exercício da liberdade e a encruzilhada da angústia. Liberdade quando o indivíduo consegue livremente exercer sua sexualidade sem o peso do medo ou da culpa utilizados pela repressão, e angústia por disfuncionalidades, transtornos causados ou pela repressão ou silêncio a respeito do assunto.

Não se deve, portanto dissociar sexualidade da organização do psiquismo.

 

HISTÓRICO // SEXO NA ANTIGUIDADE


PERÍODO PALEOLÍTICO - 50000 A 10000 a. C

Viviam nos bosques. A idéia de que o homem ajudava na fertilização da criança era desconhecida. A fertilidade era uma característica exclusiva da mulher associando-a aos poderes que governam a vida e a morte. Desconhecia-se a idéia de casal. Cada mulher pertencia igualmente a todos os homens e cada homem a tdas as mulheres. O matrimônio era por grupos. Cada criança tinha vários pais e várias mães e só havia a linhagem materna. (LINS, 2007).

As estatuetas mostravam culto à fecundação. Arqueólogos encontraram quase 200 estatuetas testemunhando isto. Europa Central entre 30.000 e 2500 a. C. Elas eram feitas de marfim de mamute, pedra macia ou argila misturada com cinza e depois cozida. O rosto nunca era retratado.

A mais famosa é a Vênus de Willendorf, desenterrada próximo a Viena, na Áustria. Tem mais ou menos 12 cm de altura e representa uma mulher de nádegas e seios imensos, quadris largos, barriga proeminente e uma grande fenda vaginal. Provavelmente a deusa primitiva da fertilidade. (gosto masculino da era paleolítica (Idade da Pedra).

Culto a uma deusa mãe como fonte regeneradora de todas as formas de vida.

Hoje a Vênus seria uma Gisele Bundchen. (figura esquálida, porque a função da mulher se diversificou).

Durante muito tempo acreditou-se que se a pré-história não era patriarcal, seria matriarcal. A estrutura social pré-patriarca era igualitária.

 

ERA NEOLÍTICA

Os 15.000 anos de paz entre homem e mulher se encerraram quando o homem descobriu que fecundava a mulher. Aquele parceiro igualitário tornou-se um déspota opressor. A superioridade física encontra espaço para se estender à superioridade ideológica. As representações simbólicas passam a ser do pênis em ereção, mostrando a potência e o vigor da força masculina. (Menires).

As mulheres passam a ser vistas como reprodutoras de mão de obra por vausa do campo. Dois tipos de sociedade a agrícola e a pastoril. A primeira fixava-se na terra que cultivava e a alimentação era o produto da lavoura. A Pastoril vagava pelas planícies em busca de melhores pastagens.

Num estudo atual de 853 culturas, apenas 16% são monogâmicas. 84% das sociedades humanas permitem ao homem ter mais de uma esposa de cada vez- poligamia.

Moulay Ismael (recorde) Imperador do Marrocos teve o maior harém de que se tem registro. Ele tem 888 filhos com suas várias esposas. Alguns imperadores chineses tiveram relações sexuais com mais de mil mulheres que, num rodízio, eram colocadas no quarto do imperador quando estavam no período fértil. (LINS, 2007).

Apos ter sido venerada por milhares de anos, a grande Deusa, a Mãe, que já ocupava o papel de esposa subalterna, acaba sendo destronada do cenário divino, agora ela é substituída por divindades masculinas que encarnam o princípio fálico.

Freud também considera o falo o símbolo de poder.

 

GRANDES MUDANÇAS NO SÉCULO XX e XXI

SIGMUND FREUD (1905) A sexualidade ganha importância no meio acadêmico a partir de Freud. Ele postula que a pessoa desenvolve sua personalidade à medida que vai passando pela fase da sua sexualidade. E a distribui em várias fases que não mencionaremos aqui por causa do tempo.

Para ele o sexo não se inicia na cama, mas permeia a vida em geral. Viver bem significa que sua libido também irá bem. Se o indivíduo não apresenta desejo sexual, ele não se concilia com ninguém, não sai da cama, não briga pela vida.

KINSEY (1948) Fez uma pesquisa do comportamento sexual do homem e em 195 sobre o comportamento sexual da mulher. Muita coisa mudou a partir de sua obra.

MASTERS E JOHNSON (1966) O conceito de terapia sexual de uma maneira cognitiva e uma re-educação sexual (o homem deveria treinar para fazer direito) e um modelo da resposta sexual. William Masters era ginecologista e Virginia Johnson psicoterapeuta.

HELEN KAPLAN (1977) Proposta de um novo modelo da função sexual.

ROSEMARY BASSON (2004) Propõe um novo modelo do ciclo da resposta sexual feminine valorizando a interdependência das relações e fatores da função sexual em mulheres. Uma trajetória circular, onde os estímulos emocionais e de relacionamento desempenham um papel importante no desejo sexual.

 

ATIVIDADE SEXUAL SAUDÁVEL

  • Biológico
  • Neuropsicológico
  • Cultural e Socioeconômico
  • Parceiro (a)

(Integridade e Integração)