
PAULO E O CORPO
O corpo para Paulo era realmente como um vaso de argila. Ele viu no corpo uma luta contra o espírito como se o ser humano fosse constantemente ter este conflito entre fazer o que lhe desse prazer e a vontade de Deus. O corpo se referia ao baixo, ao animalesco, ao carnal, com tendências à morte e dores. Quando, porém o Espírito de Deus se manifestasse, eles conseguiriam uma liberdade da carne, dos desejos de prazer, mortificando-a através da elevação da alma.
ORÍGENES E O CORPO
Encarava a sexualidade como uma fase passageira, constituindo-se em um anexo desnecessário da personalidade sem nenhum papel de importância na definição da essência do espírito humano.
Ele postulava a eliminação de impulsos sexuais e até mesmo o ato sexual com o intuito de procriar poderia ser abolido. Para ele os seus discípulos deveriam aspirar a um desenvolvimento espiritual tal que o corpo normal tivesse proeminência sobre seus sentidos com seus desejos e tentações carnais.
JOÃO CRISÓSTOMO E O CORPO
Para ele o corpo era vulnerável à vergonha e a tentações sexuais. Casamento deveria ser para se ajudar mutuamente a controlar seus corpos. Porém, ele reconhecia o poder da sexualidade nos jovens:
Como haveremos de tolher essa fera selvagem? Que haveremos de arquitetar? Como lhe haveremos de por um freio? Não sei de nenhum, exceto apenas o refreamento do fogo do inferno. (BROWN, 1990:257).
AMBRÓSIO E O CORPO
Ceder aos impulsos do corpo era cair em momentos de desespero, de frustração, numa fragilidade do corpo físico. Via as mulheres como enganosas figuras femininas que sempre ameaçavam efeminar a máscula determinação da mente, considerada por ele como superior e a primazia da vontade. O corpo para ele era apenas um véu. Um perigoso lodaçal em que o passo firme da determinação da alma podia escorregar e cair a qualquer momento.
JERÔNIMO E O CORPO
Para ele o corpo era uma floresta ensombrecida, repleta do rugir das feras selvagens, que só podia ser controlada mediante rígidos códigos de dieta e pela rigorosa evitação das oportunidades de atração sexual. Ele incentiva as jovens a se manterem virgens como a virgem Maria.
AGOSTINHO E O CORPO
Marco distinto na ética moralista da igreja católica e consequentemente da igreja protestante. Ele via a sexualidade como fonte de pecado, firmando uma visão teológica de antagonismo ao sexo, considerando todas as formas de sexo pecado. Ele conectava a culpa à procriação.
A queda era culpa da mulher e por ela ter sido criada de Adão era uma criação secundária. Maria, a virgem, e Eva ou Maria Madalena, a prostituta, seriam os dois modelos que a mulher poderia alcançar.
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