Downloads

Visitantes On-line

Nós temos 2 visitantes online
Erotismo no Casamento
Sex, 03 de Outubro de 2008 14:54

(Silvia Geruza Rodrigues)

 

A sexualidade conjugal depende de vários aspectos clínicos, hormonais, psicológicos, culturais, antropológicos, sociais e comportamentais, entre tantos outros. A realidade é complexa dentro do casamento e quando falamos de sexualidade no casamento estamos fazendo um corte, uma seleção desta realidade tão ampla e complexa. Queremos aqui reconhecer também o dinamismo e as influências existentes dentro de um relacionamento.

A mais antiga função da relação sexual era reprodução e a mais moderna o prazer. De acordo com pesquisas de Alzate (1997) 99% dos coitos que um casal tem durante sua vida conjugal são para a busca do prazer. Embora os hormônios tenham uma grande influência no desejo sexual e no desempenho sexual, há certa autonomia da função erótica humana.

Alguns elementos importantes na transmissão e recepção de mensagens sexuais nos seres humanos:

Embora não percebamos muito, odores das secreções dos casais como do suor, da urina, da secreção vaginal e outros, exercem influência no erotismo de várias pessoas.

Alguns perfumes estão associados a lembranças de objetos sexuais desejados. (A mulher tem o olfato mais aguçado do que o do homem e sua percepção de cheiros é mais refinada).

Hormônios influenciam o impulso sexual. As mulheres têm 28 tonalidades diferentes de hormônios em uma mesma mulher. Elas variam de acordo com a dança hormonal. TPM-real.

Três picos sexuais relacionados na alteração do ciclo mensal: ovulação, pré-menstrual e menstrual. No pico da ovulação, geralmente acontece o mais forte pico sexual. Mas, não é um dado rigoroso. A mulher fica mais atraente e receptiva, mais fértil. Receptividade é importante para que se inicie a atividade sexual. No período pré-menstrual a mulher também tem muita libido, e até mesmo durante a menstruação. O homem tem ciclos diferentes. 

Existem estágios sexuais distintos e previsíveis entre homens e mulheres que lhes alteram a natureza em média a cada dez anos de suas vidas. Os estágios, picos e ciclos sexuais se sobrepõem, interagem e interinfluenciam circularmente. Depende do gênero da pessoa e dos padrões individuais. A maioria dos homens atinge o apogeu fisiológico durante a adolescência e o psicológico após os cinqüenta anos. As mulheres alcançam o apogeu sexual na faixa dos trinta a quarenta anos e o apogeu psicológico na fase dos cinqüenta.

Cada fase é dolorosa estando com o mesmo parceiro ou um parceiro novo. Cada vez que entram num novo estágio sexual, forma-se uma relação diferente.

Homens e mulheres da mesma idade, ao atravessarem seus estágios sexuais, não são necessariamente adequados uns aos outros, podem estar fora de sincronia, acarretando tensões capazes de complementar ou complicar um relacionamento.

Os dois níveis de compatibilidade complicam a situação: o nível sexual e o emocional. Por exemplo.

MULHERES COM VINTE ANOS DE IDADE - se realizam mais com a penetração, com o abraço, com o contato físico do que com o sexo mobilizado pelo orgasmo.

UMA MULHER MAIS VELHA - em geral manifesta traços tradicionalmente considerados masculinos tais como: poder de afirmação, poder de decisão, sexualidade física e independência.

OS HOMENS MAIS VELHOS - expandem sua dimensão feminina de contato físico, ternura, intuição, paciência e compreensão. Ao amadurecerem, homens e mulheres tornam-se cada vez mais compatíveis do ponto de vista sexual e emocional.

VINTE A TRINTA ANOS - independência e força de caráter nas mulheres – para os que casaram na casa dos vinte, a década dos trinta e poucos anos é a melhor ou a pior época para o casal, pois é uma fase de maior risco para a ocorrência de casos amorosos e/ou relações extraconjugais. Descontentamento e desilusões no casamento podem levar os dois parceiros a se afastar.

NA FAIXA DOS VINTE AOS TRINTA ANOS - época da receptividade.

DOS TRINTA AOS QUARENTA - pico da responsividade. Aos vinte e poucos anos o que motivava a mulher era dar prazer ao seu parceiro, mas agora ela se preocupa também com sua própria satisfação. Sente-se mais à vontade em relação ao sexo, mais consciente do seu próprio corpo e das suas necessidades. Pode estar mais segura de si, mais decidida e exigente na cama.

Antes ela não era multiorgásmica, é provável que se torne agora. No passado a mulher se sentia lisonjeada com a atenção, mas não era receptiva aos homens de fora do casamento, agora ela pode começar a reconsiderar essa questão.

HOMENS NA FAIXA DOS QUARENTA - cansado da mulher grudada e dependente. Sai de casa somente se houver uma substituta à espera. Muitas vezes inveja quem não casou.

DEPOIS DOS QUARENTA ANOS - Época onde se podem alcançar certa segurança sexual e alguma maturidade emocional. Homens e mulheres começam a se tornar mais compatíveis.

Ao contrário da mulher, o homem está menos motivado para o orgasmo, tendo aprendido a valorizar as carícias físicas. Já pode conseguir retardar a ejaculação. Já não busca só a penetração o tempo todo; envolve-se emocionalmente durante o sexo e gosta disso. Torna-se mais aberto, mais inclinado a desfrutar a intimidade e a conversar.

 

NINHO VAZIO - sobra mais tempo para conversar e apreciar um ao outro (perigo - terem se tornado dois estranhos porque se voltaram somente para os filhos).

ENFRENTAM DESAFIOS NUM TERRITÓRIO COMUM - e não se sentem ameaçados, um pode apoiar o outro naquilo que estiver passando e criar uma força vital dinâmica, ou gerar discórdias e conflitos que podem acabar em divórcio.

MENOPAUSA - mudança drástica hormonal- convulsões emocionais, dependendo da reposição hormonal ou não.

HOMEM - meia idade também é um ajuste emocional, físico e sexual em que terá de repensar o futuro e o passado. (andropausa).

CINQÜENTA AOS SESSENTA ANOS - podem combinar sexual e emocionalmente se estiverem saudavelmente ligados um ao outro.

 

       Um homem nessa faixa pode ser a síntese da atração sexual para uma mulher da mesma idade. Ele é vigoroso, mas não predatório. Um amante mais gentil e cheio de consideração. Atenuou a ânsia pelo orgasmo, passa a saborear o encanto e a intimidade das carícias preliminares e gosta de ficar junto dela depois da relação sexual para acariciar, abraçar e se comunicar.

A mulher se torna mais inclinada a tomar iniciativas no sexo e induz o orgasmo. Homem e mulher não inverteram suas posições, apenas caminharam um para o outro sexualmente e tornaram-se mais parecidos.

Isso derruba o mito da decadência sexual na meia-idade.

Para vivenciar o momento erótico as forças sexuais já estão operando, diversas vezes sem o conhecimento e consentimento delas. Aromas e sensações táteis, além de visões, manipulam de modo inacreditável suas escolhas e ações.

Sexo aumenta nossa expectativa de vida e dados provam que o contato físico freqüente proporciona a longevidade e melhora a qualidade de vida. Os idosos podem ficar infelizes e morrerem mais cedo se não forem tocados. O fato é que ter alguém ou algo para tocar mantém as pessoas vivas por mais tempo, e sexo é toque.

 

Artigos Relacionados